domingo, 23 de janeiro de 2011

Céu de Santo Amaro

Composição: Flávio Venturini / Arranjo: Johann Sebastian Bach

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu...
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você...

Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu...
Então...
Veio a certeza de amar você...

sábado, 6 de novembro de 2010

Família

Composição: Arnaldo Antunes / Toni Bellotto

Família! Família!
Papai, mamãe, titia
Família! Família!
Almoça junto todo dia
Nunca perde essa mania...

Mas quando a filha
Quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe
Não dão nem um tostão...

Família êh! Família ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família!...

Família! Família!
Vovô, vovó, sobrinha
Família! Família!
Janta junto todo dia
Nunca perde essa mania...

Mas quando o nenêm
Fica doente
Uô! Uô!
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenêm é estridente
Uô! Uô!
Assim não dá pra ver televisão...

Família êh! Família ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família! hiá! hiá! hiá!...

Família! Família!
Cachorro, gato, galinha
Família! Família!
Vive junto todo dia
Nunca perde essa mania...

A mãe morre de medo de barata
Uô! Uô!
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Uô! Uô!
Botaram cadeado no portão...

Família êh! Família ah!
Família!
Família êh! Familia ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família! hiá! hiá! hiá!...

Ao Meu Redor

Composição: Nando Reis

Ao meu redor está deserto
Você não está por perto
E ainda está tão perto
Dentro dessa geladeira, dentro da despensa e do fogão
Dentro da gaveta, dentro da garagem e no porão
Em todos os armários, nos vestidos, nos remédios, num botão
Por dentro das paredes, pelos quartos, pelos prédios e no portão
Até no que eu não enxergo
Até mesmo quando eu não quero
Eu não quero
Dentro da camisa, no sapato, no cigarro
Na revista, na piscina, na janela, no carro ao lado
No som do rádio eu ouço a mesma coisa
O tempo inteiro, em fevereiro, em janeiro, em dezembro
Ao meu redor está deserto
Tudo que está por perto
E ainda está tão perto

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua

Composição: Sérgio Sampaio

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Infância Cibernética

Jumenta Parida

Composição: Zoo

Confinados em seus quartos
Alimentando-se de gigabytes
As crianças de hoje não são mais iguais
As crianças de tempos trás
Brincadeiras nas ruas
Já não existem mais
Eu prefio ficar no meu quarto montando o meu proprio site

As crianças de hoje não jogam bila
As crianças de hoje não soltam peão
As crianças de hoje só assimilam
O lixo que provém da televisão

E as crianças de hoje não jogam bila
Também não soltam peão
Apenas assimilam
O lixo que provém da televisão

Falsas promessas

Quente, é assim que tem que ser
Semente, que plantada vai morrer
Fome, assolando o lugar
Some pra ela não te devorar

E o prefeito declarou
junto com o governador
Que iria resolver o problema
Dar emprego e educação
Pra formar um cidadão
Que um dia vai lembrar dessas cenas
De uma infância sem briquedos
Cheia de dúvidas, cheia de medos

Sente que nada vai acontecer
Mente quando diz que vai fazer
Chuva, não podemos esperar
Angústia é o que vai nos dominar

Não se iluda meu irmão
Que no ano da eleição
O que eles dizem não passa de promessas
Mais depois da apuração
Sempre vem decepção
Pois a seca já não mais interessa
Toda vez é a merma história
Povo burro sem memória

Sou do Nordeste

Sou do Nordeste
Da praia, do sertão, da capital
Cabra da peste
Riqueza cultural de norte a sul
De leste a oeste é
Eu tô aqui pra dizer

Eu sou da terra da embolada
Da rabeca bem tocada e do pandeiro
Que é mais veloz que o tiro do cangaceiro
Valente conhecido pelo mundo inteiro
Daqui pra frente
Misturo o rock com a levada do repente
Mostrando que o nordeste é muito diferente
Da imagem pobre que é mostrada pra você na TV