terça-feira, 27 de outubro de 2009

Toda vã Filosofia

Composição: Guilherme Arantes
Sei que ninguém vai me tirar, a alegria de viver.
Pode tudo acontecer,
Nada me fará afastar da esperança.
Por tantas provas já passei,
Quantas lágrimas chorei,
Por um mundo que não sei compreender.
Com meus olhos de criança.
Mas hoje eu sei, que só através do amor,
O homem pode se encontrar,
Com a perfeição dos sábios.
Uma ambição maior, mais do que pode supor.
O império da razão.
Toda vã filosofia.
Por isso insisto em cultivar,
Os meus sonhos, minha fé.
Esteja onde eu estiver, creio em você.
Eu estou em segurança.
Mas hoje eu sei, que só através do amor,
O homem pode se encontrar,
Com a perfeição dos sábios.
Uma ambição maior, mais do que pode supor.
O império da razão.
Toda vã filosofia.

Todas as Manhãs

Roberto Carlos

Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
Todas as manhãs quando eu acordo eu me lembro de você
Todos os momentos do meu dia não consigo te esquecer
Diga meu amor o que é que eu faço,
Pra não me lembrar do seu abraço, eu preciso te esquecer
Entro no meu carro e ligo o rádio e uma canção que traz você
Tudo que eu vejo de bonito se parece com você
Diga meu amor o que que eu faço
Eu preciso arrebentar de vez os laços que me prendem a você
Chuva fina no meu para-brisa, vento de saudade no meu peito
Visibilidade distorcida, pela lágrima caída pela dor da solidão
E a chuva no meu pára-brisa vento de saudade no meu peito
Visibilidade distorcida pela lágrima caída pela dor da solidão
Sempre nos lugares onde eu vou alguém pergunta de você
Paro num sinal e olho a rua na esperança de te ver
Diga meu amor o que que eu faço
Tudo faz lembrar você por onde eu passo eu preciso te esquecer

Mulher Pequena

Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Quando uma mulher pequena
Vem falar no meu ouvido
O meu coração dispara
Chego até fazer ruído
Fica na ponta dos pés
Se pendura como louca
Olha o céu e fecha os olhos
Pra ganhar beijo na boca
Depois do beijo na boca
Sua mão leve desliza
Pelos pêlos do meu peito
Dentro da minha camisa
Quando a coisa fica quente
Aí essa mulher me usa
Quero só que se arrebente
Algum botão da sua blusa
Não há roupa que se aguente
E nenhum botão que dure
Esse amor que a gente sente
Não há nada que segure
Gosto de você pequena
Esse beijo me alucina
Coisa de mulher gostosa
Com um jeito de menina
Ai, ai, ai, essa voz doce e serena,
Essa coisa delicada
Coisa de mulher pequena
Ai, ai, ai essa voz doce e serena,
O meu coração dispara por
Você mulher pequena.

Mudança

Roberto Carlos

Composição: Biafra - Nilo Pinta - Aloysio Reis
Dessa vez
Vou mudar os móveis de lugar
As paredes vou mandar pintar
Pra esquecer essa saudade
Nunca mais
Vou lembrar de quem me fez sofrer
Vou fazer de tudo pra não ser
Um estranho em minha casa
Dessa vez
Quero abrir a porta e ser feliz
Não fazer de novo o que já fiz
Vou buscar minha verdade
Nunca mais
Vou ficar a esperar alguém
Que promete mas depois não vem
Como quem não disse nada
Mas quem me dera que esquecer fosse tão fácil
Um grande amor não se apaga com palavras
Não tem mais jeito de viver sem seu carinho
Porque eu amo você
Não tem mudança que afaste essa lembrança
Pois sua imagem se reflete em meu desejo
Não há disfarce que disfarce a sua falta
Porque eu amo você
Nunca mais
Vou ficar a esperar alguém
Que promete mas depois não vem
Como quem não disse nada
Mas quem me dera que esquecer fosse tão fácil
Um grande amor não se apaga com palavras
Não tem mais jeito de viver sem seu carinho
Porque eu amo você
Não tem mudança que afaste essa lembrança
Pois sua imagem se reflete em meu desejo
Não há disfarce que disfarce a sua falta
Porque eu amo você

Pergunte Pro Seu Coração

Roberto Carlos

Composição: Michael Sullivam/Paulo Massadas


Meu amor, você não tem motivos pra não ser feliz
Ninguém vai te querer do jeito que eu te quis
Você já esta cansada de saber....
Meu amor, se entregue pra deixar meu coração em paz
Promete em baixinho não me deixe mais..
Senão como é que eu faço pra viver
Pense em mim e em tudo que eu sentir se você me deixar
Eu faço qualquer coisa pra você ficar, do jeito que eu sempreimaginei
Pense em mim, como é que eu vou viver de novo a solidão
Você conhece bem esse meu coração, mas nunca vai saber como eu teamei
Pergunte pro seu coração, você vai ver que ainda me ama
Dentro do peito ele chora e diz, nessa vida é com você que euquero ser feliz
Pergunte pro seu coração, você vai ver que ainda me ama
Dentro do peito ele chora e diz, nessa vida é com você que euquero ser feliz


Pense em mim e em tudo que eu sentir se você me deixar
Eu faço qualquer coisa pra você ficar, do jeito que eu sempreimaginei
Pense em mim, como é que eu vou viver de novo a solidão
Você conhece bem esse meu coração, mas nunca vai saber como eu teamei
Pergunte pro seu coração, você vai ver que ainda me ama
Dentro do peito ele chora e diz, nessa vida é com você que euquero ser feliz

De Coração

Roberto Carlos

Composição: Eduardo Lages - Paulo Sérgio Valle
Ainda estou brigando com a saudade
Tentando aceitar a realidade
Invento uma ilusão, engano o coração
Disfarço, mas no fundo não consigo te esquecer
Você não foi pra mim uma aventura
Mas fez da minha vida uma loucura
Eu tenho que aceitar que nada vai mudar
Mas dentro do meu peito sempre vai faltar você
Eu nunca mais amei do jeito que eu te amei
Nunca me esqueci do que passou
Eu sei que o nosso amor não foi perfeito
Quem sabe a gente até se machucou
Mas foi de coração
Com erros, enganos talvez, mas foi de coração
Paixão meio fora dos planos, mas de coração
Quem sabe o sonho mais lindo que eu deixei passar
Mas foi de coração
Com idas e voltas eu sei, mas foi de coração
Um simples amor complicado, mas de coração
Quem sabe os melhores momentos da minha vida

Seu Nome

Composição: Vander Lee
Quando essa boca disser o seu nome, venha voando
Mesmo que a boca só diga seu nome de vez em quando
(repete)
Posso enxergar no seu rosto um dia tão claro e luminoso
Quero provar desse gosto ainda tão raro e misterioso do amor...
Refrão:
Quero que você me dê o que tiver de bom pra dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia
(repete)
Quando quiser entrar e encontrar o trinco trancado
Saiba que meu coração é um barraco de zinco todo cuidado
(repete)
Não traga a tempestade depois que o sol se pôr
Nem venha com piedade porque piedade não é amor
(repete)

Banquete dos Signos

Composição: Zé Ramalho
Discutir o cangaço com liberdade
É saber da viola, da violência
Descobrir nos cabelos inocência
É saber da fatal fertilidade
Descobrir a cidade na natureza
Descobrir a beleza dessa mulher
Descobrir o que der boniteza
Na peleja do homem que vier
Quando vier
Descobrir no bagaço dos engenhos
No melaço da cana mais um beijo
Descobrir os desejos que não tem cura
saracura do brejo na novena
Descobrir a serena da natureza
Descobrir a beleza dessa mulher
Descobrir o que der boniteza
Na peleja do homem que vier
Quando vier
Quando vier
Quando vier
Descobrir no bagaço dos engenhos
No melaço da cana mais um beijo
Descobrir os desejos que não tem cura
Saracura do brejo na novena
Descobrir a serena da natureza
Descobrir a beleza dessa mulher
Descobrir o que der boniteza
Na peleja do homem que vier, quando vier
Quando vier
Quando vier

AVÔHAI

Composição: Zé Ramalho Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde quarava
Sua camisa e seu alforje
De caçador...
Oh! Meu velho e Invisível
Avôhai!
Oh! Meu velho e Indivisível
Avôhai!
Neblina turva e brilhante
Em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente cortina
Ao meu redor...
E se eu disser
Que é meio sabido
Você diz que é bem pior
E pior do que planeta
Quando perde o girassol...
É o terço de brilhante
Nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo
Da porteira
Nem também da companheira
Que nunca dormia só...
Avôhai!
Avô e Pai
Avôhai!
O brejo cruza a poeira
De fato existe
Um tom mais leve
Na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas
Que fitar...
Mas que devem sua vida
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de Avôhai...
Na pedra de turmalina
E no terreiro da usina
Eu me criei
Voava de madrugada
E na cratera condenada
Eu me calei
Se eu calei foi de tristeza
Você cala por calar
E calado vai ficando
Só fala quando eu mandar...
Rebuscando a consciência
Com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando
Eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Prá doutor não reclamar...
Avôhai! Avôhai!
Avôhai! Avôhai!

A Terceira Lâmina

É aquela que fere
Que virá mais tranqüila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Acho bem mais
Do que pedras na mão...
Dos que vivem calados
Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador...
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...
Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a idéia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...
E virá como guerra
A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...
Acho que os anos
Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a idéia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...
Heiá! Oh! Oh!
Heiá! Oooooooh!
Oh! Oh! Oh! Oh!

Zé Ramalho

Bienal

Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio
Faço um quadro com moléculas de hidrogênio
Fios de pentelho de um velho armênio
Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta
Meu conceito parece, à primeira vista,
Um barrococó figurativo neo-expressionista
Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista
calcado da revalorização da natureza morta
Minha mãe certa vez disse-me um dia,
Vendo minha obra exposta na galeria,
"Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia
E muito mais feio que um hipopótamo insone"
Pra entender um trabalho tão moderno
É preciso ler o segundo caderno,
Calcular o produto bruto interno,
Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone,
Rodopiando na fúria do ciclone,
Reinvento o céu e o inferno
Minha mãe não entendeu o subtexto
Da arte desmaterializada no presente contexto
Reciclando o lixo lá do cesto
Chego a um resultado estético bacana
Com a graça de Deus e Basquiat
Nova York, me espere que eu vou já
Picharei com dendê de vatapá
Uma psicodélica baiana
Misturarei anáguas de viúva
Com tampinhas de pepsi e fanta uva
Um penico com água da última chuva,
Ampolas de injeção de penicilina
Desmaterializando a matéria
Com a arte pulsando na artéria
Boto fogo no gelo da Sibéria
Faço até cair neve em Teresina
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria
Com o clarão do raio da silibrina
Desintegro o poder da bactéria