sábado, 6 de novembro de 2010

Família

Composição: Arnaldo Antunes / Toni Bellotto

Família! Família!
Papai, mamãe, titia
Família! Família!
Almoça junto todo dia
Nunca perde essa mania...

Mas quando a filha
Quer fugir de casa
Precisa descolar um ganha-pão
Filha de família se não casa
Papai, mamãe
Não dão nem um tostão...

Família êh! Família ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família!...

Família! Família!
Vovô, vovó, sobrinha
Família! Família!
Janta junto todo dia
Nunca perde essa mania...

Mas quando o nenêm
Fica doente
Uô! Uô!
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenêm é estridente
Uô! Uô!
Assim não dá pra ver televisão...

Família êh! Família ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família! hiá! hiá! hiá!...

Família! Família!
Cachorro, gato, galinha
Família! Família!
Vive junto todo dia
Nunca perde essa mania...

A mãe morre de medo de barata
Uô! Uô!
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa
Uô! Uô!
Botaram cadeado no portão...

Família êh! Família ah!
Família!
Família êh! Familia ah!
Família! oh! êh! êh! êh!
Família êh! Família ah!
Família! hiá! hiá! hiá!...

Ao Meu Redor

Composição: Nando Reis

Ao meu redor está deserto
Você não está por perto
E ainda está tão perto
Dentro dessa geladeira, dentro da despensa e do fogão
Dentro da gaveta, dentro da garagem e no porão
Em todos os armários, nos vestidos, nos remédios, num botão
Por dentro das paredes, pelos quartos, pelos prédios e no portão
Até no que eu não enxergo
Até mesmo quando eu não quero
Eu não quero
Dentro da camisa, no sapato, no cigarro
Na revista, na piscina, na janela, no carro ao lado
No som do rádio eu ouço a mesma coisa
O tempo inteiro, em fevereiro, em janeiro, em dezembro
Ao meu redor está deserto
Tudo que está por perto
E ainda está tão perto

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua

Composição: Sérgio Sampaio

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Infância Cibernética

Jumenta Parida

Composição: Zoo

Confinados em seus quartos
Alimentando-se de gigabytes
As crianças de hoje não são mais iguais
As crianças de tempos trás
Brincadeiras nas ruas
Já não existem mais
Eu prefio ficar no meu quarto montando o meu proprio site

As crianças de hoje não jogam bila
As crianças de hoje não soltam peão
As crianças de hoje só assimilam
O lixo que provém da televisão

E as crianças de hoje não jogam bila
Também não soltam peão
Apenas assimilam
O lixo que provém da televisão

Falsas promessas

Quente, é assim que tem que ser
Semente, que plantada vai morrer
Fome, assolando o lugar
Some pra ela não te devorar

E o prefeito declarou
junto com o governador
Que iria resolver o problema
Dar emprego e educação
Pra formar um cidadão
Que um dia vai lembrar dessas cenas
De uma infância sem briquedos
Cheia de dúvidas, cheia de medos

Sente que nada vai acontecer
Mente quando diz que vai fazer
Chuva, não podemos esperar
Angústia é o que vai nos dominar

Não se iluda meu irmão
Que no ano da eleição
O que eles dizem não passa de promessas
Mais depois da apuração
Sempre vem decepção
Pois a seca já não mais interessa
Toda vez é a merma história
Povo burro sem memória

Sou do Nordeste

Sou do Nordeste
Da praia, do sertão, da capital
Cabra da peste
Riqueza cultural de norte a sul
De leste a oeste é
Eu tô aqui pra dizer

Eu sou da terra da embolada
Da rabeca bem tocada e do pandeiro
Que é mais veloz que o tiro do cangaceiro
Valente conhecido pelo mundo inteiro
Daqui pra frente
Misturo o rock com a levada do repente
Mostrando que o nordeste é muito diferente
Da imagem pobre que é mostrada pra você na TV

Borboletas Azuis (Aves de Jesus)

Composição: Geraldo Junior / Dudé Casado

Lá se vai fieis amigos, a santa procissão
Por entre olhares tristes de pobreza e aflição
Juazeiro terra santa, muita fé e oração
Sofrimento, muita reza e penitência
Pra encontrar a salvação

Penei, rezei até me afobar
Tanta reza nunca que me ajudou
Subia e descia o horto todo dia
Mas minha paciência agora já se esgotou

Sofrimento, muita reza e penitência
Fanatismo, hipocrisia e miséria
É verdade ainda dizem que o paraíso
Se consegue sendo pobre sofredor
E desse jeito vivi a vida reprimido
Pensando estar certo meu senhor

Qualquer Coisa

Composição: Caetano Veloso

Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marraqueche

Mexe
Qualquer coisa dentro, doida
Já qualquer coisa doida
Dentro mexe
Não se avexe não
Baião de dois
Deixe de manha, 'xe de manha, pois
Sem essa aranha! Sem essa aranha!
Sem essa, aranha!
Nem a sanha arranha o carro
Nem o sarro aranha a Espanha
Meça: Tamanha!
Meça: Tamanha!

Esse papo seu já tá de manhã.
Berro pelo aterro
Pelo desterro
Berro por seu berro
Pelo seu erro
Quero que você ganhe
Que você me apanhe.
Sou o seu bezerro
Gritando mamãe.
Esse papo meu tá qualquer
coisa
E você tá pra lá de Teerã

Maracatu Atômico

Composição: Jorge Mautner / Nelson Jacobina

No bico do beija-flor, beija-flor, beija-flor
Toda fauna-flora agora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte
Tem a arte, tem a arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico

Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê

Atrás do arranha-céu tem o céu tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva, tem a chuva tem a chuva,
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de
comê-las

Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê

No meio da couve-flor tem a flor, tem a flor,
Que além de ser uma flor tem sabor
Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva
Que alguém de unhas tão negras e tão afiadas esqueceu
de pôr

Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê

No fundo do para-raio tem o raio, tem o raio,
Que caiu da nuvem negra do temporal
Todo quadro negro é todo negro é todo negro
Que eu escrevo seu nome nele só pra demonstrar o meu
apego

Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê

No bico do beija-flor, beija-flor, beija-flor,
Toda fauna flora agora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte
Tem a arte, tem a arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico

Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê
Anamauê, auêia, aê...

O Seu Universozinho

Composição: Roger

O seu universozinho
é tão pequenininho
basta qualquer telescopiozinho
para desvendar ele todinho

só uns quatro ou cinco planetinhas
giram em torna da mesma estrelinha
nem ao menos passa um cometinha
para iluminar o sisteminha

e a gravidade é tão potente
nada conseguiu sair do chão
também não tem vida inteligente
não existe comunicação

joga sua vida na privada
sua vida assim não vale nada
pena que o mau cheiro não te larga
você não consegue dar discarga

O seu universozinho
O seu universozinho
O seu universozinho
O seu universozinho

Música Urbana

Composição: André Pretórios/Flávio Lemos/Renato Russo/Fê Lemos

Contra todos
E contra ninguém
O vento quase sempre
Nunca tanto diz
Estou só esperando
O que vai acontecer...

Eu tenho pedras
Nos sapatos
Onde os carros
Estão estacionados
Andando por ruas
Quase escuras
Os carros passam...

Contra todos
E contra ninguém
O vento quase sempre
Nunca tanto diz
Estou só esperando
O que vai acontecer...

Eu tenho pedras
Nos sapatos
Onde os carros
Estão estacionados
Andando por ruas
Quase escuras
Os carros passam...

As ruas tem cheiro
De gasolina e óleo diesel
Por toda a plataforma
Toda plataforma
Por toda a plataforma
Você não vê a torre...

Tudo errado, mas tudo bem
Tudo quase sempre
Como eu sempre quis
Sai da minha frente
Que agora eu quero ver...

Não me importam os seus atos
Eu não sou mais um desesperado
Se ando por ruas quase escuras
As ruas passam....

Tudo errado mas tudo bem
Tudo quase sempre
Como eu sempre quis
Sai da minha frente
Que agora eu quero ver...

Não me importam os seus atos
Eu não sou mais um desesperado
Se ando por ruas quase escuras
As ruas passam...

As ruas tem cheiro
De gasolina e óleo diesel
Por toda a plataforma
Toda plataforma
Por toda a plataforma
Você não vê a torre...

Oh, oh, oh, oh, oh...

A Inveja É Uma Merda

Composição: Roger Moreira

Ô neném, não foi assim que eu te ensinei
pô neném, agora eu me decepcionei
torcer prá que o meu sucesso acabe
prá quê, acho que nem você sabe
eu sei, 'cê não pôde ser o que sempre quis
então não suporta ver ninguém feliz

Meu bem eu sei que o sucesso nem sempre dura
mas a mediocridade não tem cura

Chato, prá você poder se conformar
você ficar tentando se enganar
dizer que tá bom o que sempre achou ruim
meu Deus, que miséria existir gente assim
triste, 'cê não ter coragem prá mudar
pior, cê achar melhor me invejar

Meu bem eu sei que o sucesso nem sempre dura
mas a mediocridade não tem cura

Ciúme

Eu quero levar uma vida moderninha
Deixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista e não bancar o possessivo
Ser mais seguro e não ser tão impulsivo

(Refrão)
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme

Meu bem me deixa sempre muito à vontade
Ela me diz que é muito bom ter liberdade
Que não há mal nenhum em ter outra amizade
E que brigar por isso é muita crueldade

Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme

Eu quero levar uma vida moderninha
Deixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista e não bancar o possessivo
Ser mais seguro e não ser tão impulsivo

Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme

O ôôô
O ôôô

Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme

Ciúme, ciúme
Eu me mordo de ciúme
Eu me mordo, eu me mordo de ciúme
Eu me mordo, eu me rasgo, eu me acabo
Eu falo bobagem, eu faço bobagem, eu dou vexame
Eu faço, eu sigo, eu faço cenas de amor
Ciúme, ciúme, eu me mordo

Eu tô sentindo que a galera anda entendiada
Não tô ouvindo nada e não tô dando risada
E aí, qual é? Vamo lá, moçada!
Vamo mexer, vamo dá uma agitada!

Esse nosso papo anda tão furado
É baixaria, dor de corno e bunda pra todo lado

Eu quero me esbaldar, quero lavar a alma
Quem sabe, sabe; quem não sabe, bate palma

E pra celebrar a nossa falta de assunto
Vamo todo mundo cantar junto! (Uêba!)

Eu não tenho nada pra dizer...
Também não tenho mais o que fazer...
Só pra garantir esse refrão,
Eu vou enfiar um palavrão: (Cu)

Eu não tenho nada pra dizer...
Também não tenho mais o que fazer...
Só pra garantir esse refrão,
Eu vou enfiar um palavrão: (Ah... Cu)

De novo.
CU!

Mas eu tô vendo que a galera anda entendiada
Não tá fazendo nada e eu não tô dando risada
E aí, qual é? Vamo lá, moçada!
Vamo agitar, vamo dá uma detonada!

Esse nosso povo anda tão chutado
Quando não é um vereador roubando, é um deputado

Eu quero me esbaldar, quero lavar a alma
Quem sabe, sabe; quem não sabe, bate palma

E pra celebrar a nossa falta de assunto,
Vamo todo mundo cantar junto!

Eu não tenho nada pra dizer...
Também não tenho mais o que fazer...
Só pra garantir esse refrão,
Eu vou enfiar um palavrão: (Cu)

Eu não tenho nada pra dizer...
Também não tenho mais o que fazer...
Só pra garantir esse refrão,
Eu vou enfiar um palavrão: (Han... Han... Cu!)

De novo.
CU!

Eu quero me esbaldar, quero lavar a alma
Quem sabe, sabe; quem não sabe, bate palma

E pra coroar a nossa falta de assunto,
Vamo todo mundo cantar junto!

Eu não tenho nada pra dizer...
Também não tenho mais o que fazer...
Só pra garantir esse refrão,
Eu vou enfiar um palavrão: (Cuuu...)

Eu não tenho nada pra dizer...
Também não tenho mais o que fazer...
Só pra garantir esse refrão,
Eu vou enfiar um palavrão: (He... He... Cu...)

Eu não tenho nada pra dizer... (Cu!)
Também não tenho mais o que fazer... (Cu!)
E só pra garantir esse refrão, (Cuu!)
Eu vou enfiar um palavrão: (CU!)

Eu Me Amo

Há quanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz, já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples e eu custei pra aprender
Daqui pra frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei

Refrão
Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim

Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Pra eu gostar de mim, me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Pra toda vida eu quero estar comigo

Refrão

Foi tão difícil pra eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar, mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Estou aqui


Queridos eu não sumiu, tenho ficado em repouso por recomendações médicas, não estou doente, apenas tenho muitos comprimidos para tomar em horários diferentes (e que às vezes deixa meu organismo diferente, me causando mal - estar), alguns medicamentos terei que tomar até o fim da gestação por causa da toxoplasmose, quero que meu filho nasça com saúde, é um momento reservado no meu lar, é o momento de dedicação e amor a minha família.

Às vezes fico entediada ao ver meu marido fazendo coisas que gosto mais agora não posso fazer serviços grosseiros de acabamento como: pinturas, massar, capinar, tirar as ervas daninhas... Às vezes sou teimosa, mas na maioria das vezes só com as plantas, quando faço muito serviço braçal, fico com muita dor na coluna, esses dias irei pôr os enfeites de natal.

Apesar de pessoas acharem que minhas energias eram centradas em outras coisas momentâneas, eu sempre quis constituir um família feliz e acho que estou conseguindo, fui até presenteada com o meu maior desejo de ter um filho homem, nunca fui uma pessoa sortuda, nada ganhava, e acabo não tendo sorte no jogo, apenas no amor, acredito que essa sorte é maior e melhor.

Quero educar Nicolas com qualidade, consciência, respeito e igualdade, quero ter tempo para cuidar dar meu amor e carinho e mostrar a realidade, chega de contos de fadas, vamos explicar com clareza, nada de ficar enganado as crianças, quero pode acompanha seu crescimento e evitar más influências que se encontra nas ruas, quero prepará-lo para lhe dar com os seres que habitam este mundo. Ninguém cuidará melhor do que a própria mãe e o pai, nada de ser bobinhos e ficar apenas rindo quando a criança faz algo errado, ela aprenderá através de sua criação justa e serena, vou lhe dar sabedoria, nada de criar com mimos, darei o que não pude ter, atenção e aprendizagem suficientes, os meus erros, as minhas falhas servirá de aprendizagem a para mostrar como ser uma pessoa melhor.

Quero que ele herde minha sinceridade, e o esforço do pai, espero que seja uma criação justa e lhe torne um cidadão do mundo, um cidadão digno de respeito e admiração pelo belíssimo ser que ele se tornará.

sábado, 30 de outubro de 2010

Do It

Composição: Lenine/Ivan Santos

Tá cansada, senta
Se acredita, tenta
Se tá frio, esquenta
Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...

Se sujou, cai fora
Se dá pé, namora
Tá doendo, chora
Tá caindo, escora
Não tá bom, melhora
Não tá bom, melhora...

Se aperta, grite
Se tá chato, agite
Se não tem, credite
Se foi falta, apite
Se não é, imite...

Se é do mato, amanse
Trabalhou, descanse
Se tem festa, dance
Se tá longe, alcance
Use sua chance
Use sua chance...

Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô!, Hum!...

Se tá puto, quebre
Ta feliz, requebre
Se venceu, celebre
Se tá velho, alquebre
Corra atrás da lebre
Corra atrás da lebre...

Se perdeu, procure
Se é seu, segure
Se tá mal, se cure
Se é verdade, jure
Quer saber, apure
Quer saber, apure...

Se sobrou, congele
Se não vai, cancele
Se é inocente, apele
Escravo, se rebele
Nunca se atropele...

Se escreveu, remeta
Engrossou, se meta
E quer dever, prometa
Prá moldar, derreta
Não se submeta
Não se submeta...

Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô, Hum! Nanananã!
Hê Hô! Hum!...(2x)

Naturalmente

Ter nada, nada para Ter
Ter cada estrada para andar
Andar em cada para ser
Ter cada é nada para dar
Ser gargalhada para rir
Ser a palavra para dar
Ser serenata para ouvir
Se ser é nada para amar
Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus

Saber a calma para ir
Perder a pressa para estar
Perder o verbo para si
Saber o sonho para lá
Ouvir a rima para dor
Cantar a nota para o céu
Achar a forma para a flor
Naturalmente para Deus

Viva Belém do Tucupi
Belém, Belém do Tacacá
Belém, Belém da Açaí
Belém, Belém do Grão Pará
Viva Belém do Tucupi
Tum Tum Batuntum Cacacá
Belém, Belém do Açaí
Belém... a luar
Viva Belém do Tucupi
Tum Tum Batuntum Cacacá
Belém, Belém do Açai
Belém... a luar
Viva Belém do Tucupi
Tum Tum Batuntum Cacacá
Belém, Belém do Açaí
Belém... a luar
Viva Belém do Buriti
Belém, Tum Tum Cacacá
Belém, Belém ...Grão Pará


Mentiras

Composição: Marcelo Fromer / Tony Bellotto / Sérgio Britto

Querem me ensinar, querem me julgar pelo que eu fiz.
Querem me julgar, querem me ensinar como se diz
Mentiras!
Querem me salvar, querem me curar do que eu não sofro.
Querem me curar, querem me salvar, mas eu só ouço
Mentiras!
Eu não posso viver comigo, eu não posso fugir de mim.
Eu não quero que gritem comigo, eu não quero que riam de mim.
Eu não quero que falem, eu não quero que digam
Mentiras!
Querem me curar do que eu não sofro,
Querem me julgar pelo que eu fiz.
Querem me salvar, mas eu só ouço,
Querem me ensinar como se fiz
Mentiras!

Prá Dizer Adeus

Composição: Tony Belotto

Você apareceu do nada
E você mexeu demais comigo
Não quero ser só mais um amigo
Você nunca me viu sozinho
E você nunca me ouviu chorar
Não dá prá imaginar quando
É cedo ou tarde demais
Prá dizer adeus
Prá dizer jamais

Às vezes fico assim pensando
Essa distância é tão ruim
Porque você não vem prá mim?
Eu já fiquei tão mal sozinho
Eu já tentei, eu quis chamar
Não dá prá imaginar quando
É cedo ou tarde demais
Prá dizer adeus
Prá dizer jamais

Eu já fiquei tão mal sozinho
Eu já tentei, eu quis...
Não dá prá imaginar quando

É cedo ou tarde demais
Prá dizer adeus
Prá dizer jamais

É cedo ou tarde demais...

Gostava Tanto de Você

Composição: Édson Trindade

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!

Ela Partiu

Ela partiu
Partiu e nunca mais voltou
Ela sumiu, sumiu e nunca mais voltou
Se souberem onde ela está
Digam-me e vou lá buscá-la
Pelo menos telefone em seu nome
Me dê uma dica, uma pista, insista
Ei! e nunca mais voltou
Ela sumiu, sumiu e nunca mais voltou
Ela partiu, partiu
E nunca mais voltou
Se eu soubesse onde ela foi iria atrás
Mas não sei mais nem direção
Várias noites que eu não durmo
Um segundo
Estou cansado
Magoado exausto
E nunca mais voltou

Azul da Cor do Mar

Composição: Tim Maia

Ah!
Se o mundo inteiro
Me pudesse ouvir
Tenho muito prá contar
Dizer que aprendi...

E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce prá sofrer
Enquanto o outro ri..

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...

Ver na vida algum motivo
Prá sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...

Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...

Ver na vida algum motivo
Prá sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...

Vestido Estampado

Composição: Ana Carolina

Acabou, agora tá tudo acabado
Seu vestido estampado
Dei a quem pudesse servir
Agora que eu não posso mais caber em ti

Não quero te ver
Dizem que você não quer mais me olhar
Como velhos desconhecidos
Se você não me escuta, eu não vou te chamar

O amor que eu dei não foi o mesmo que eu vi acabar

O amor só mudou de cor, agora já tá desbotado
Corra, lá vem a tristeza atirando pra todos os lados

Pegue o vestido estampado
Guarde pra um Carnaval
Guarde que eu nunca te quis mal
Até o feriado, quarta-feira de cinzas e tá tudo acabado

São Gonçalo

Composição: Seu Jorge

Pretinha
Faço tudo pelo nosso amor
Faço tudo pelo bem de nosso bem (meu bem)
A saudade é minha dor
Que anda arrasando com meu coração
Não Duvide que um dia
Eu te darei o céu
Meu amor junto com um anel
Pra gente se casar
No cartório ou na igreja
Se você quiser
Se não quiser, tudo bem (meu bem)
Mas tente compreender
Morando em São Gonçalo você sabe como é
Hoje a tarde a ponte engarrafou
E eu fiquei a pé
Tentei ligar pra você
O orelhão da minha rua
Estava escangalhado
Meu cartão tava zerado
Mas você crê se quiser...

Cotidiano

Composição: Chico Buarque

Dãothi! Dandão!
Dãothi! Dandão!
Dãothi! Dãothu!...(2x)

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
Essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me esperando
Pr'o jantar
E me beija com a boca
De café...

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta prá eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...

Todo Dia! Todo Dia!

Dãothi! Dandão!
Dãothi! Dandão!
Dãothi! Dãothi!
Dãothi!...

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
Essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me esperando
Pr'o jantar
E me beija com a boca
De café...

Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...

Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...

Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta prá eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...(2x)

Dãothi! Dandão!
Dãothi! Dandão!
Dãothi! Dãothu!...(2x)

Incertezas

Você diz sempre
Que nunca erra
Que é o perfeito,e não sei o quê
Fazendo poses
De Super-Homem
Dizendo asneiras pra aparecer

Achando certo, faz tudo errado
Nunca é o culpado pelo o que aprontou
Inventa histórias, conta mentiras
Mas não assume que você errou

Incertezas você tem
Como todo mundo tem

Incertezas você tem
Como todo mundo tem

De sua boca, sai sempre um pouco a mais
Que a vida foi capaz de inventar
Diz que é o esperto
Mas é um otário
Que ninguém consegue suportar

Diz que conquista qualquer garota
Nenhuma delas pode resistir
Mas só em sonhos, ou fantasias
As tais meninas você consegue possuir...

Incertezas você tem
Como todo mundo tem

Incertezas você tem
Como todo mundo tem

Não precisa fingir ser melhor do que ninguém
Quando é que vai aprender?
Basta ser apenas o que você é
Basta só você crescer

Incertezas você tem
Como todo mundo tem

Incertezas você tem
Como todo mundo tem

Onde Menos Se Espera

Composição: gessinger

tente outra coisa
tente ver as coisas
de um modo diferente
tente outra cor
e se não for amor
outro tipo de gente
tente ver além
do que você já tem
à sua frente

tente um mundo novo
uma nova era
tudo pode estar te esperando
tudo pode estar
onde menos se espera

tente a todo instante
só o que manda o instinto
tente refrigerante
vinho branco e vinho tinto
tente ser Brasil
de um povo Heróico
um brado retumbante
tente o mundo todo

tente todo mundo
ninguém vai ficar te esperando
tudo pode estar
onde menos se espera

tente outra coisa
tente ver as coisas
de um modo diferente
por cima do muro
por baixo dos panos
tente outra vez
o que você já fez
de um modo diferente

tente um mundo novo
uma nova era
tudo pode mudar
tudo pode estar
onde menos se espera

tudo pode mudar
tudo pode estar
onde menos se espera

tudo pode mudar
tudo pode pintar
de quem menos se espera

numa noite de inverno
tarde de outono
ou manhã de primavera
tudo virar
pode ser verão

quando menos se espera...

Como eu quero

Diz prá eu ficar muda
Faz cara de mistério
Tira essa bermuda
Que eu quero você sério...

Tramas do sucesso
Mundo particular
Solos de guitarra
Não vão me conquistar...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...(x2)

O que você precisa
É de um retoque total
Vou transformar o seu rascunho
Em arte final...

Agora não tem jeito
Cê tá numa cilada
Cada um por si
Você por mim e mais nada...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...

Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor...

Longe do meu domínio
Cê vai de mal a pior
Vem que eu te ensino
Como ser bem melhor...
(Bem melhor!)...

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uh! eu quero você
Como eu quero!...(2x)

Uh! eu quero você
Como eu quero!
Uuuuuuuuuuhhh!
Uuuuuuuuuuhhh!...

Mutante

Juro que não vai doer
Se um dia eu roubar
O seu anel de brilhantes
Afinal de contas dei meu coração
E você pôs na estante
Como um troféu
No meio de buginganga
Você me deixou de tanga
Ai de mim que sou romântica!

Quando eu me sinto um pouco rejeitada
Me dá um nó na garganta
Choro até secar a alma de toda mágoa
Depois eu passo pra outra
Como mutante
No fundo sempre sozinho
Seguindo o meu caminho
Ai de mim que sou romântica!

Kiss baby, kiss me baby

Pena que você não me quis
Não me suicidei por um triz
Ai de mim que sou assim!
Romântica assim!

Olhos Azuis

Composição: Sérgio Sá

Hei, olhos azuis
Que dividem meu céu em dois
Apague essa luz
Deixa qualquer papo pra depois
Me adoça em teu sorriso
Me derrete em tua voz
É só disso que eu preciso
No eco de estarmos a sós

Hei, olhos azuis
Que transformam meu sol em dois
Apague essa luz
Deixa todo o medo pra depois
Me recolhe no teu peito
Me derrama em tua paz
Não me olhe deste jeito
Sou capaz de não resistir mais

E dançar na canção da ternura e do desejo
Me queimar na labareda ardente da paixão
No espelho azul do teu olhar é que eu me vejo
Bem mais forte e feliz, bem mais dona de mim

E dançar na canção da ternura e do desejo
Me queimar na labareda ardente da paixão
No espelho azul do teu olhar é que eu me vejo
Bem mais forte e feliz, bem mais dona de mim.

Destino

Composição: Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle

Sempre viajo numa canção
Numa emoção
não sei qual o meu destino
Pede passagem meu coração
Sem direção
e assim vou no trem da ilusão
Que já não quer
mais os trilhos
porque quer voar
e sabe que pra se achar
é preciso sonhar
Será que o meu destino
é te amar
ou será viajar
nas palavras de amor
que eu cantar
Será que minha vida
é você
ou que pra me encontrar
tenho que te perder
Nesse horizonte
blues sobre blues
Tudo seduz
nem sei qual o meu destino
Pede passagem meu coração
outra paixão
e assim dividida que eu vou
entre viver pra você
Vou te deixar pra viver
porque pro corpo gostar
basta agente sonhar
Será que o meu destino
é te amar
ou será viajar
nas palavras de amor
que eu cantar
Será que minha vida
é você
ou que pra me encontrar
tenho que te perder

Nesse horizonte
blues sobre blues
Tudo seduz
nem sei qual o meu destino
Pede passagem meu coração
outra paixão
e assim dividida que eu vou
entre viver pra você
ou te deixar pra viver
porque pro corpo gostar
basta agente sonhar
Será que o meu destino
é te amar
ou será viajar
nas palavras de amor
que eu cantar
Será que minha vida
é você
ou que pra me encontrar
tenho que te perder
Será que o meu destino
é te amar
ou será viajar
nas palavras de amor
que eu cantar
Será que minha vida
é você
ou que pra me encontrar
tenho que te perder

O Nome Disso

Composição: Edgard Scandurra / Arnaldo Antunes

o nome disso é mundo
o nome disso é terra
o nome disso é globo
o nome disso é esfera
o nome disso é azul
o nome disso é bola
o nome disso é hemisfério

o nome disso é planeta
o nome disso é lugar
o nome disso é imagem
o nome disso é arábia saudita
o nome disso é austrália
o nome disso é brasil

como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
o nome disso é rotação
o nome disso é movimento
o nome disso é representação

the word for what this is is name
the name of this é isso
o nome disso is place
el nombre of name space
el nombre do nome esfera
o nome disso é idéia

o nome disso é chão
o nome disso é aldeia
o nome disso é isso
o nome disso é aqui
o nome disso é sudão
o nome disso é áfrica
o nome disso é continente

o nome disso é mundo
o nome disso é tudo
o nome disso é velocidade
o nome disso é itália
o nome disso é equador
o nome disso é coisa
o nome disso é objeto

como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?
como é que chama o nome disso?

O Pulso

O pulso ainda pulsa
O pulso ainda pulsa...

Peste bubônica
Câncer, pneumonia
Raiva, rubéola
Tuberculose e anemia
Rancor, cisticircose
Caxumba, difteria
Encefalite, faringite
Gripe e leucemia...

E o pulso ainda pulsa
E o pulso ainda pulsa

Hepatite, escarlatina
Estupidez, paralisia
Toxoplasmose, sarampo
Esquizofrenia
Úlcera, trombose
Coqueluche, hipocondria
Sífilis, ciúmes
Asma, cleptomania...

E o corpo ainda é pouco
E o corpo ainda é pouco
Assim...

Reumatismo, raquitismo
Cistite, disritmia
Hérnia, pediculose
Tétano, hipocrisia
Brucelose, febre tifóide
Arteriosclerose, miopia
Catapora, culpa, cárie
Câimba, lepra, afasia...

O pulso ainda pulsa
E o corpo ainda é pouco
Ainda pulsa
Ainda é pouco
Assim...

Não Vou Me Adaptar

Composição: Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia...

Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar, não!
Não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar!

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho...

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar,
Não vou!
Me adaptar!

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais a casa de alegria
Os anos se passaram enquanto eu dormia
E quem eu queria bem me esquecia...

Eu não tenho mais a cara que eu tinha
No espelho essa cara já não é minha
Mas é que quando eu me toquei achei tão estranho
A minha barba estava deste tamanho...

Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou!
Me adaptar
Não vou!
Me adaptar
Eu não vou!
Me adaptar, não vou
Eu não vou!
Não vou me adaptar
Não vou!
Me adaptar!

Hoje o dia pousou na minha cabeça e clareou
Hoje o dia pousou na minha cabeça e clareou
Eu já não tenho mais certeza de nada
De tudo que ontem falei pra você

Gaquejo quando tento falar
Fraquejo quando tento mandar
Sou forte quando bebo cerveja
Me aqueço quando penso em fumar

Não vou me adaptar
Me adaptar não vou, não
Não vou me adaptar, não

Menino Meu

Composição: Arnaldo Antunes / Cézar Mendes / Luiz Brasil

Todo dia que nascer
Será cada vez melhor
Alegria e sofrer vão fazer você mais forte
A cada alvorecer
Quanto mais perto da morte
Mais certo do que ser
Toda noite que se for
Vai trazer um sol mais nítido
Cada dia após mês
Como numa gravidez
Vai fazer você crescer
E há de ser mais feliz
Bem mais feliz
Porque é assim que é
E assim é que vai ser
Porque eu imaginei
Porque assim desejei
Para você
Vai ser cada vez melhor
Porque tem o meu amor
Todo dia até o fim
Sempre cada vez mais simples

Não Há Perdão Para O Chato

Composição: Arnaldo Antunes / Zaba Moreau / Cazuza

Respeito o cara que é padre
Porque não sente tesão
Respeito quem rouba com fome
Quem consegue dizer não

Tem o meu respeito quem pede esmola
Quem ganha a sua mesada
Mas tem de ser mão aberta
Com a rapaziada

Só não há perdão para o chato
Perdão para o chato
Não há perdão
O reino dos céus é do chato
Do chato, do chato
Do otário e do cagão

Respeito quem é radical
Respeito quem ama errado
Respeito o cara careta
E o cara exagerado

Quem não gosta de criança
E quer viver solitário
Quem odeia rock’n roll
Mas gosta de um rebolado

Só não há perdão para o chato
Perdão para o chato
Não há perdão
O reino dos céus é do chato
Do chato, do chato
Do otário e do cagão

Respeito o cara-de-pau
Respeito o mal-humorado
Respeito a quem só reclama
Por ser mal remunerado

Tem o meu respeito quem quebra tudo
Na noite dos desesperados
E também o cara burro
Que sabe ser engraçado

Só não há perdão para o chato
Perdão para o chato
Não há perdão
O reino dos céus é do chato
Do chato, do chato
Do otário e do cagão

Anjo da Guarda

Composição: Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e Marisa Monte

Escureceu
O sol baixou
Anjo da guarda
Cantarolou
Nana neném
Nana neném
Cacheadinho
Anjinho

É de manhã
Sob o sol
Cada gota de orvalho
a secar
é suor
é suor de trabalho

O estudante
O trabalhador

Sente em deixar
O cobertor
Pega a marmita
Ronca o motor
Leva a beleza
Pra vida

É de manhã
Sai da cama
Havaiana no pé
Apostila
Na mochila
E na mão um café

Além Alma

Composição: Paulo Leminski e Arnaldo Antunes

meu coração lá de longe faz sinal que quer voltar
já no peito trago em bronze não tem vaga nem lugar
pra que me serve um negócio que não cessa de bater
mas me parece um relogio que acaba de enlouquecer
pra que que eu quero quem chora se eu estou tão bem assim
e o vazio que vai lá fora, cai macio dentro de mim

A Alma e a Matéria

Composição: Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown/Marisa Monte

Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar

Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler, na superfície de mim
Milímetros de prazer, kilômetros de paixão

Vem pra esse mundo, deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver

Cultura

Composição: Arnaldo Antunes

O girino é o peixinho do sapo
O silêncio é o começo do papo
O bigode é a antena do gato
O cavalo é pasto do carrapato

O cabrito é o cordeiro da cabra
O pecoço é a barriga da cobra
O leitão é um porquinho mais novo
A galinha é um pouquinho do ovo

O desejo é o começo do corpo
Engordar é a tarefa do porco
A cegonha é a girafa do ganso
O cachorro é um lobo mais manso

O escuro é a metade da zebra
As raízes são as veias da seiva
O camelo é um cavalo sem sede
Tartaruga por dentro é parede

O potrinho é o bezerro da égua
A batalha é o começo da trégua
Papagaio é um dragão miniatura
Bactérias num meio é cultura

Por Que Será

Composição: Toquinho/Vinicius de Moraes/C.Vergueiro

POR QUE SERÁ? QUE EU ANDO TRISTE
POR TE ADORAR, POR QUE SERÁ? QUE A VIDA
INSISTE EM SE MOSTRAR MAIS DISTRAÍDA
DENTRO DE UM BAR POR QUE SERÁ?
POR QUE SERÁ? QUE O NOSSO ASSUNTO
JÁ SE ACABOU, POR QUE SERÁ?
QUE O QUE ERA JUNTO SE SEPAROU
E O QUE ERA MUITO SE DEFINHOU POR QUE
SERÁ? EU TANTAS VEZES ME SENTO À MESA
DE ALGUM LUGAR FALANDO COISAS
SÓ POR FALAR ADIANDO A HORA
DE TE ENCONTRAR É MUITO TRISTE
QUANDO SE SENTE TUDO MORRER, E AINDA EXISTE
O AMOR QUE MENTE PARA ESCONDER,O AMOR

Pequeno Perfil de Um Cidadão Comum

Composição: Belchior/ Toquinho

Era um cidadão comum
Como esses que se vê na rua.
Falava de negócios, ria,
Via show de mulher nua.
Vivia o dia e não o sol,
A noite e não a lua.

Acordava sempre cedo,
Era um passarinho urbano.
Embarcava no metrô,
O nosso metropolitano.
Era um homem de bons modos:
"Com licença", "Foi engano".

Era feito aquela gente
Honesta, boa e comovida.
Que caminha para a morte,
Pensando em vencer na vida

Era feito aquela gente
Honesta, boa e comovida.
Que tem no fim da tarde
A sensação da missão cumprida.

Acreditava em Deus
E em outras coisas invisíveis.
Dizia sempre "sim"
Aos seus senhores infalíveis.
Pois é, tendo dinheiro,
Não há coisas impossíveis.

Mas o anjo do Senhor,
Do qual nos fala o livro santo,
Desceu do céu pra uma cerveja
Junto dele no seu canto.
E a morte o carregou
Feito um pacote no seu manto.

Era feito aquela gente
Honesta, boa e comovida.
Que caminha para a morte,
Pensando em vencer na vida

Era feito aquela gente
Honesta, boa e comovida.
Que tem no fim da tarde
A sensação da missão cumprida.

Caso Sério

Composição: Toquinho

Nosso caso é um caso perdido
Que ofusca a luz da razão.
Confunde os mais entendidos
Nos assuntos do coração.
Desnorteia os astros,
Quebra a bússola dos horóscopos,
Segue indiferente, indestrutivelmente são.

Nosso caso é um caso sério
Porque ele não é sério demais.
É um jogo descuidado
Com cuidados especiais.
Desafia os búzios,
Mandalas e as cartas de tarô.

Tudo o que te dou
É tudo e mais o que Deus quiser.
Me queira como eu sou
Que eu te quero como você é.

O Caderno

Composição: Toquinho / Mutinho

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...

Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...

Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...

O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...

Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...(2x)

sábado, 22 de maio de 2010

Cabelos Brancos

Composição: Herivelto Martins e Marino Pinto

Não falem desta mulher perto de mim
Não falem prá não aumentar minha dor
Já fui moço, já gozei a mocidade
Se me lembro dela me dá saudade
Por ela vivo aos trancos e barrancos
Respeitem ao menos os meus cabelos brancos.
Ninguém viveu a vida que eu vivi
Ninguem sofreu na vida o que eu sofri
As lágrimas sentidas, o meu sorriso franco
Refletem-se hoje em dia nos meus cabelos brancos
E agora em homenagem ao meu fim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Narcisismo Sádico

É banal dizer que te amo,

Sem saber nada sobre você.

É complicado,

Tentar te entender.

Tenho medo!

Tenho segredos,

Ao qual tento esquecer!

Já não te quero mais

Mas você já conseguiu.

Roubou minha paz,

Vai de retro satanás!

Que faz arder em seu inferno

Você não vai me prender

Nesse seu egoísmo que me quer fudê.

Ana Cavalcante

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Ainda É Cedo

Composição: Renato Russo, Dado Villa Lobos, Marcelo Bonfá, Ico Ouro Preto

Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.

Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu
sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.

E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo.

Livros

Composição: Caetano Veloso

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.


Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.


Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:


Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

Panis et circenses

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar

Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Bonita

Pra que deixar de fora
Se lá dentro é que tá quente

Quando encontrar com ela
Vou deixar a marca dos dente

Vou voltar pra ver o filme da metade
Isso passa todo dia bem em frente

Pode sentar no colo
Que aqui ninguém vê a gente

De olho fechado eu mordo forte ela nem sente
Que raiva do avião que te levou daqui

Ela me disse: é tarde e mertiolate arde que só
O cheiro me faz dormir - sempre

Sem você na cidade tudo que tem lá também sumiu
Diz que horas são, que eu vou dormir

Linda, tudo que eu vejo é verde
Menina gente grande é a minha mão

Ninar você na minha rede
Pra gente se encontrar num sonho bom

De olho fechado eu mordo forte ela nem sente
De volta pro avião eu vou subir

Ela me disse: é tarde e quando voltar vai ser melhor
A gente nem vai dormir - nunca

De volta na cidade eu vou acelerando a mais de mil
Diz que horas são, que eu vou subir

Quase um Segundo

Cazuza

Composição: Herbert Vianna

Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz

Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Burguesia

Composição: Cazuza/ Ezequiel Neves/ George Israel

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

A burguesia não tem charme nem é discreta
Com suas perucas de cabelos de boneca
A burguesia quer ser sócia do Country
A burguesia quer ir a New York fazer compras

Pobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
Eu também cheiro mal

A burguesia tá acabando com a Barra
Afunda barcos cheios de crianças
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos

Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas, uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
São caboclos querendo ser ingleses

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Pra rua, pra rua

Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos pôr a burguesia na cadeia
Numa fazenda de trabalhos forçados
Eu sou burguês, mas eu sou artista
Estou do lado do povo, do povo

A burguesia fede - fede, fede, fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

Porcos num chiqueiro
São mais dignos que um burguês
Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo
Em seres humanos vivendo como bichos
Tentando te enforcar na janela do carro
No sinal, no sinal
No sinal, no sinal

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

Plantinhas

Salve - salve.. as plantinhas do mundo, do mundo.
Todas tem o seu porquê viver. [bis]

Tem planta que da o fruto pra comer;
Tem planta trás água pra beber;
Tem planta que é frondosa com uma bela sombra;
Planta que da no pé e planta que da lombra.

Da planta tu faz tudo ate tua roupa;
Tem planta que é quente e queima sua boca;
Tem planta que do chá, tu passa mal;
E quem planta colhe essa historia sempre igual.

Salve - salve.. as plantinhas do mundo, do mundo.
Todas tem o seu porquê viver. [bis]

Tem planta que é legume;
Planta santa;
Planta que é sagrada e planta que espanta.
Plantar pra aproveitar, colher sem desmatar, agora bota no cachimbo a planta que eu quero fumar.

Salve - salve.. as plantinhas do mundo, do mundo.
Todas tem o seu porquê viver. [bis]

Planta louca, planta da jamaica;
Planta de índio, planta *?**;
Planta bonita, planta orquidea;
Planta de fumo, aquela que tu masca;
Planta que com o fruto é bem gostosa;
Planta remédio, que cura ferida;
Planta trepadeira, planta fogosa;
Plante uma planta uma vez na vida...

Salve - salve.. as plantinhas do mundo, do mundo.
Todas tem o seu porquê viver. [bis]

TANGO DE NANCY

Quem sou eu para falar de amor
Se o amor me consumiu até a espinha
Dos meus beijos que falar
Dos desejos de queimar
E dos beijos que apagaram os desejos que eu tinha

Quem sou eu para falar de amor
Se de tanto me entregar nunca fui minha
O amor jamais foi meu
O amor me conheceu
Se esfregou na minha vida
E me deixou assim

Homens, eu nem fiz a soma
De quantos rolaram no meu camarim
Bocas chegavam a Roma passando por mim
Ela de braços abertos
Fazendo promessas
Meus deuses, enfim!
Eles gozando depressa
E cheirando a gim
Eles querendo na hora
Por dentro, por fora
Por cima e por trás
Juro por Deus, de pés juntos
Que nunca mais...